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COMO A CRIANÇA  APRENDE

Page history last edited by PBworks 4 years, 7 months ago
 
CADA CRIANÇA TEM SEU TEMPO E APRENDE DE MODO DE APRENDER
 
Normalmente, o erro é visto pelas pessoas como o oposto de acerto

 

e com uma sensação de culpa, desconforto e muitas preocupações em não

comete-lo. Estas pessoas certamente não conseguem perceber toda a riqueza

pedagógica que esta por trás do erro.

De acordo com Jean Piaget, o erro gera conflito e faz com que a

criança busque um processo de auto-regulação; assim, ela aprende. Portanto,

o erro não é contrario de acerto, e sim uma parte do processo de

aprendizagem.

Quando uma criança erra e percebe o seu erro ela sente que precisa

reformular uma hipótese e, assim, ela avança. Porem, fazer com que a criança

percebe o erro e crie novas hipóteses não é uma tarefa tão fácil, ela exige

uma grande atenção por parte do professor.

O papel do educador é diagnosticar o erro, observar o

desenvolvimento de seus alunos e fazer intervenções que provoquem um

desequilíbrio e façam o aluno modificar uma hipótese que não é adequada

sobre determinado assunto.

É preciso ressaltar também que, ao perceber o erro como uma etapa

no processo de aprendizagem, o professor deve ter muito cuidado com suas

condutas em sala de aula, já que será importante que todos o vejam desta

maneira. E, mesmo se errarem, os alunos devem sentir-se encorajados a seguir

em frente e buscar novos caminhos, desta forma, todos tem a ganhar, já que

aprendizagem não se torna algo fechado, com somente uma resposta correta,.

Ao contrario, todos podem aprender com o seu próprio ritmo e com atitudes de

muito respeito.

 

A aprendizagem da leitura e da escrita não se realiza da mesma forma

Para todos os alunos. Existem alguns fatores que ocasionam

dificuldades de aprendizagem da leitura e da escrita, muitas vezes

ocasionadas pelo processo de ensino. Vejamos alguns fatores de dificuldades

de aprendizagem:

_ Não saber para que serve a língua escrita e como ela funciona;

_ Não entender o que fazendo e por que;

_ Para que serve ler e o que se pode ler?

Muitas crianças chegam à escola com idéias bastante claras a

respeito da leitura e da escrita, sabem que são lidas as coisas escritas e

não desenhos.

Algumas crianças chegam à escola com compreensão do principio

alfabético.

Outras pensam que o numero de letras de uma palavra é igual ao

numero de silabas da palavra, enquanto outras se quer entenderam que as

letras escritas têm relação com os sons das palavras.

Quando observamos alguns exemplos de escritas espontâneas, na fase

da educação infantil, notamos que, independentemente do modo de escrever

(grafismos primitivos, escritas diferenciadas, escritas silábicas,

alfabéticas, etc.), o que prevalece nelas é a construção de fragmentos de

escritas.

Para a criança, a aprendizagem da escrita não é uma tarefa simples,

pois requer um processo complexo de construção, em que suas idéias nem

sempre coincidem com as dos adultos.

Escrever segundo suas próprias hipóteses, é fundamental para

refletir sobre a forma de escrever as palavras. Por isso, é importante criar

momentos na rotina da sala de aula em que os alunos possam escrever

sozinhos. O professor poderá pedir às crianças que escrevam uma parlenda ou

outro texto que eles conheçam de memória.

Quando propomos a escrita de textos que os alunos conhecem de

memória, em que não há destinatário especifico, é fundamental aceitar as

hipóteses e não interferir diretamente nas produções: não se deve corrigir,

escrever embaixo ou coisa parecida.

Nessas atividades de escrita, o aluno que ainda não sabe escrever

convencionalmente precisa se esforçar para construir procedimentos de

analise e encontrar formas de representar graficamente aquilo que se propõe

a escrever, e cabe ao professor, valorizar e propor desafios que façam com

que o aluno possa refletir sobre o uso do código alfabético.

 

 

 

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