A aprendizagem da leitura e da escrita não se realiza da mesma forma
Para todos os alunos. Existem alguns fatores que ocasionam
dificuldades de aprendizagem da leitura e da escrita, muitas vezes
ocasionadas pelo processo de ensino. Vejamos alguns fatores de dificuldades
de aprendizagem:
_ Não saber para que serve a língua escrita e como ela funciona;
_ Não entender o que fazendo e por que;
_ Para que serve ler e o que se pode ler?
Muitas crianças chegam à escola com idéias bastante claras a
respeito da leitura e da escrita, sabem que são lidas as coisas escritas e
não desenhos.
Algumas crianças chegam à escola com compreensão do principio
alfabético.
Outras pensam que o numero de letras de uma palavra é igual ao
numero de silabas da palavra, enquanto outras se quer entenderam que as
letras escritas têm relação com os sons das palavras.
Quando observamos alguns exemplos de escritas espontâneas, na fase
da educação infantil, notamos que, independentemente do modo de escrever
(grafismos primitivos, escritas diferenciadas, escritas silábicas,
alfabéticas, etc.), o que prevalece nelas é a construção de fragmentos de
escritas.
Para a criança, a aprendizagem da escrita não é uma tarefa simples,
pois requer um processo complexo de construção, em que suas idéias nem
sempre coincidem com as dos adultos.
Escrever segundo suas próprias hipóteses, é fundamental para
refletir sobre a forma de escrever as palavras. Por isso, é importante criar
momentos na rotina da sala de aula em que os alunos possam escrever
sozinhos. O professor poderá pedir às crianças que escrevam uma parlenda ou
outro texto que eles conheçam de memória.
Quando propomos a escrita de textos que os alunos conhecem de
memória, em que não há destinatário especifico, é fundamental aceitar as
hipóteses e não interferir diretamente nas produções: não se deve corrigir,
escrever embaixo ou coisa parecida.
Nessas atividades de escrita, o aluno que ainda não sabe escrever
convencionalmente precisa se esforçar para construir procedimentos de
analise e encontrar formas de representar graficamente aquilo que se propõe
a escrever, e cabe ao professor, valorizar e propor desafios que façam com
que o aluno possa refletir sobre o uso do código alfabético.
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